“Azmiga” se sindicaliza: Secretaria de Mulheres da Fetrace lança campanha de sindicalização pela participação política feminina

A Secretaria de Mulheres e o Coletivo de Mulheres da Federação dos Trabalhadores, Empregados e Empregadas no Comércio e Serviços do Estado do Ceará (FETRACE) vai lançar, durante ato político no município de Itapipoca, a Campanha de sindicalização de mulheres “Azamiga sindicaliza- Lugar de mulher é no sindicato”.

A campanha que faz parte da programação da entidade para o Outubro Rosa, caminha ao lado da Campanha de Sindicalização Unificada da Fetrace, e tem como objetivo promover o empoderamento de mulheres através de sua participação efetiva nos espaços de luta política em defesa da promoção da igualdade, conforme explica a diretora de mulheres da federação, Ana Claúdia Silva, “ sabemos, e defendemos, que o lugar da mulher é onde ela quiser, a campanha não pretende subverter essa constatação, mas levantar a bandeira de que é importante ocupar os espaços políticos em defesa da igualdade, o sindicato deve nos proporcionar o sentimento de pertença, um local onde cuidamos de nós, educamos nossos filhos na luta, e ensinamos que é possível sonhar om um mundo mais justo”.

A dirigente também salienta, que somente com a ocupação dos espaços de discussão política da sociedade, é possível disputar o discurso sobre importantes bandeiras como a redução da jornada de trabalho, a igualdade salarial e a creche, “além disto, os sindicalistas precisam entender que as entidades devem ter estruturas e formas de atuação que garantam a participação feminina, com criação de brinquedotecas e determinação de horários que combinem com a realidade da mulher brasileira, que infelizmente ainda vivem o sistema de tripla jornada”, alerta Ana Claúdia.

A Fetrace, a exemplo da Central Única dos Trabalhadores (CUT) já instituiu o sistema de paridade em seu estatuto, mas, ainda são poucas as entidades que buscam a inclusão de mulheres em suas direções.

“A campanha, que eu acredito ser uma grande novidade no Brasil, vai ser protagonista nesse processo de acelerar a entrada de mulheres para os quadros das entidades filiadas, e com mais mulheres sindicalizadas, mais garantias teremos de que suas bandeiras sejam levadas a diante nas negociações e manifestações, e em breve, essas companheiras vão alcançar, cada vez mais, quadros de direção”, celebra Ana Claúdia.